Um brasileiro no Super Rugby

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Updated: julho 7, 2018
Este último fim de semana o rugby brasileiro viveu um fato histórico na Austrália.
O gaúcho Samuel Grando, árbitro que iniciou sua carreira na FGR, fez sua estréia internacional nada menos que sendo escalado como parte da equipe de arbitragem que apitou o jogo entre Waratahs e Sunwolves.
Minutos depois do jogo, conversamos com Samuel sobre este fato inédito para a arbitragem brasileira .
1) Onde e quando começaste com o rugby ?
Comecei a me envolver com o rugby em 2013, depois de largar os treinos de futebol americano devido à distância dos treinamentos. O Centauros Rugby, meu clube de origem, é sediado em Estrela/RS.
*2) Quando começaste na arbitragem?*
Em 2014 fiz o curso de arbitragem nível 1, proporcionado pela FGR, para entender melhor as regras do jogo. Depois disso veio minha lesão no ombro, que acabou me afastando dos gramados. Para continuar no esporte, decidi seguir por outro caminho, o da arbitragem.
3) Qual é teu maximo objetivo como arbitro ?
“O céu é o limite!”
A ideia é trabalhar duro para chegar a uma carreira Internacional e quem sabe um dia me profissionalizar no esporte.
4) Como está sendo teu desenvolvimento na Austrália?
Cheguei aqui em setembro do último ano, quando já tinha terminado a temporada de rugby XV e estava começando a de rugby 7s. Arbitrei todos os torneios de 7s que pude, 9 no total, mais o  beach rugby.
Depois disso fui convidado a fazer parte do “Sydney Development Program” (SDP) que é um grupo especial para desenvolvimento de árbitros.
Também fui convidado a fazer o curso de árbitragem nível 2, que ocorre neste mês de julho.
Ainda não cheguei ao nível para arbitrar a Premiership daqui (Shute Shield), mas sigo trabalhando para isso.
5) Tens alguma referência *na* arbitragem brasileira?
Tem o Ricardo Santana e o Henrique Platais que, até onde sei, foram os que mais longe chegaram levando o nome do Brasil. Servem como exemplo de que podemos sim ir longe com a arbitragem de rugby, mesmo sendo conhecidos como “o país do futebol”.
6) Alguma historia pessoal relacionada ao arbitragem para nos contar?
Larguei emprego, família, amigos e bens materiais para fazer o que estou fazendo hoje. Parece loucura e confesso que não foi fácil, mas se temos um sonho precisamos correr atrás.
Saí em junho, fui para a Argentina, Uruguai e Chile arbitrar alguma jogos, fiz muitos amigos que vou levar para o resto da vida, e depois vim para a Austrália.
7) Tens pessoas marcantes que te incentivaram / ajudaram no teu crescimento?
Tenho meus amigos de clube, meu ex treinador, os amigos que fiz na Argentina e Uruguai que me ajudaram muito no meu desenvolvimento, aqui tenho um Argentino me ajudando em tudo que necessito dentro e fora de campo, quase um pai pra mim.
É difícil citar nomes, são tantos que me apoiam nessa loucura que vou acabar esquecendo alguém.
Mas o suporte principal é o da minha família, eles me apoiam em tudo o que eu faço. Sou muito grato por isso.
8) Por último, tens previsão de voltar ao Brasil?
Tenho meu visto aqui por mais dois anos, então ainda posso me desenvolver muito e ganhar mais experiência. Mas a ideia é voltar sim e auxiliar no que for possível para ver o rugby se desenvolver dentro ou fora do campo.
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