Rugby brasileiro está no rumo de ser potência esportiva

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Updated: abril 14, 2013

samiarea

A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) sabe que para atingir sua meta ambiciosa de transformar o rugby na segunda modalidade do País é preciso de apoio e recursos. Para conquistar o mercado, a entidade aposta em um novo modelo de gestão e governança corporativa, uma proposta inovadora baseada nas melhores práticas corporativas vigentes. Com isso, a CBRu passará a ter uma governança que possivelmente a coloca como a mais moderna do mundo, podendo inclusive servir de exemplo para outras entidades esportivas em todo o Brasil.

“Para garantir o crescimento do esporte é preciso de recursos financeiros e quando se lida com um grande volume de dinheiro, público e privado, temos que ter transparência e responsabilidade. Precisamos de um planejamento sério, ferramentas de aferição, metas de desempenho e uma administração competente. E é isso que estamos oferecendo. Estamos trazendo para a nossa realidade bons e renomados empresários e executivos de mercado, que estão acostumados com a administração do negócio do esporte, para agregar valor a Confederação e dessa forma alavancar o nosso potencial esportivo”, afirmou Sami Arap Sobrinho, presidente da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).


Segundo Arap, esses profissionais altamente capacitados e experientes farão parte de um Conselho de Administração que será responsável pelas políticas e diretrizes da administração do esporte no País. Esse órgão terá 11 membros, dos quais cinco serão independentes, incluindo o Presidente do Conselho. Entre os membros independentes, está Magic Paula, campeã mundial pela seleção brasileira de basquete e atualmente gestora esportiva.

“Esperamos que ela traga todo seu conhecimento de gestora para que a nossa Confederação fique mais forte e com isso possamos otimizar da melhor forma o projeto de desenvolvimento do rugby brasileiro. Também vamos criar comitês específicos para tratar de assuntos como captação de recursos, marketing, torneios, entre outros, que irão atuar na gestão cotidiana da CBRu, agilizando a execução dos projetos. Essa modernização na gestão é fundamental para potencializar as oportunidades e promover um crescimento ordenado do rugby no País. Ao valorizar e implementar as melhores práticas de governança reconhecidas no mercado, garantimos cada vez mais investimento para que os nossos atletas ampliem sua performance e os clubes criem boas condições para os praticantes. Não só as empresas, mas os atletas, técnicos e demais envolvidos também devem estar cientes dessas diretrizes para que juntos, possamos desenvolver a nossa modalidade”, ressaltou o presidente da CBRu.

O novo modelo de gestão foi apresentado durante a entrega do Troféu Brasil Rugby, realizada nesta terça-feira (5), em São Paulo. A premiação é uma forma de reconhecimento daqueles que contribuem para o futuro da modalidade, e consequentemente para que os planos e metas expostas se concretizem.

Em 2012, muitas conquistas foram comemoradas e, entre elas, é possível destacar a parceria inédita para o desenvolvimento das seleções nacionais com o Crusaders, equipe profissional da Nova Zelândia; o início do Programa Olímpico; a chegada de novos parceiros; além da criação do Super Sevens – Circuito Brasileiro Feminino de Rugby Sevens e da Copa Cultura Inglesa de Verão.

“Também não podemos esquecer do saneamento das contas. Atingimos um nível de receita bom, que ainda não é o ideal, mas que nos permitiu realizar todos esses projetos. Assim, em 2013 vamos continuar trabalhando para garantir o investimento continuado em competições nacionais para todas as categorias (XV, Sevens, masculino, feminino e infanto-juvenis), nos programas de desenvolvimento e de alto rendimento, e para a melhoria de condições para os atletas das seleções permanentes. Temos que profissionalizar e estamos fazendo um esforço brutal para isso acontecer”, finalizou Sami Arap